segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

4. Rezando como discípulo(a) de Jesus Mestre - Meditação: dialogar com o Texto / dialogar com Deus

Disse Jesus: "Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." (Jo 15,5)

No caminho de Emaús, Jesus dialoga com os discípulos e faz o coração deles arder de amor. Os discípulos começam a mudar de vida. É o início da conversão. 

Eles pedem para Jesus permancer com eles... Fazer meditação é dialogar ativamente com o texto bíblico. 

É conversar com Deus através de sua Palavra. É confrontar nossa vida com a vontade de Deus para fazer o que Deus quer de nós. Isso exige uma “conversa grande” com Deus: conversão... 

Devemos perguntar: o que Deus fala para mim? Devemos deixar que o sentido do texto penetre em nossa vida para colocarmos em prática a vontade de Deus. Devemos nos esforçar para anotar os apelos de Deus para, depois, colocá-los em prática. 

Um caderno para anotar os apelos de Deus é de grande ajuda. Devemos anotar as dúvidas que aparecem e, mais tarde, procurar ajuda nos livros e na comunidade, pois duas cabeças pensam melhor do que uma...

Diante do amor de Deus, humildemente reconhecemos que nossos desejos pessoais entram em conflito com a proposta de Deus. Precisamos mudar de idéia e de vida. Isso dói!!! Mas faz um bem enorme. 

Meditar é dialogar. Deus fala no silêncio e no silêncio escutamos a voz de Deus. 

Perguntemo-nos: Qual versículo me chamou mais a atenção? Quais apelos Deus me faz? O que devo fazer? O que preciso mudar em minha vida? É isso, meditação de verdade é só pela verdade. 

É na meditação que muitas pessoas desanimam, pois elas têm medo de mudar de vida. Nunca é tarde para mudar. Deus está do nosso lado para isso! Conte com a ajuda do Mestre Jesus. Fale com Ele. Pergunte para Ele. Escute-o com o coração...

“A vida ensina que a felicidade jorra da intimidade. Não há outra fonte. Pode haver prazer na apropriação, alegria no encontrojúbilo numa boa surpresa. Porémfelicidadecomo profundo deleite do espíritosó na intimidade amorosa, na oração sem imagens e palavras, na contemplação do belo, no acolhimento do ser queridona entrega ao mistério, na eternização subjetiva de um momento, na poesia de um toqueum gesto, uma palavra que traz em si plenitude. Ausência de desejos; tão só deixar-se sorver pelo esplendor de uma paz que ora vem como brisa suave, ora sopra como vento forte e assustador.” 
(Frei Betto)



Pe. Demetrius dos Santos Silva



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