segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O Crespúsculo e o Mestre


Depois de um dia intenso,
Estando muito cansado.
Adormeci no sofá.
E eu tive um sonho.
Sonhei com o oriente,
Vislumbrei o crepúsculo vespertino,
A beleza do sol poente
Com seus raios avermelhados
Refletidos num grande lago.
Beleza gigantesca,
Harmonia inefável,
Eu nem sei como dizer.

O poente sempre me deu tristeza,
Sua imagem me é nostálgica.
E apesar desse sentimento,
Sempre gostei de observar o fim do dia
E me encantar com o começo da noite.
O sol, com sua luz enfraquecida
Dá o seu lugar para a Luz que é eterna.

Nesse meu sonho
percebo o entardecer
Nas águas do mar da Galileia.
Logo passo a imaginar
Que ali, em meu lugar,
O Mestre está a descansar
Olhando o poente,
Contemplando alegremente
Em sintonia com o amor do Pai.

Imagino o meu Mestre
Num silêncio elegante
Totalmente confiante
Me ensinando a rezar.
Imagino-me ao seu lado,
Também num silêncio contemplante
Aprendendo a ser orante
Vendo o sol se pôr
Naquele mar de água-doce.

Em meu coração pedi:
"Senhor, façais de mim
Um orante como Vós,
Para que eu tenha o vosso olhar
E saiba contemplar
Neste mundo, neste mar,
Toda criatura,
E agora eu quero amar
Amar como Vós..."

O telefone tocou...
Eu acordei
e não terminei a minha oração.
Que pena...
Esperarei outro sonho...
Ou contemplarei,
Mais uma vez
O entardecer.

Um comentário:

  1. Que lindo! Que o Mestre me ensine a orar como Ele tbm. Grande abraço Frei querido.

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