terça-feira, 23 de setembro de 2014

O Chamado

Eu vivia a minha vida,
Eu cantava canções de amor,
Amores perdidos, amores frustrados.
Mas, eu tenho feridas
Que me causam muita dor,
Dores intensas, grandes pecados.
Eu repenso a minha história,
Muitas quedas, poucas glórias.
Porém, num dia bem chuvoso,
Eu, sem capa, e doloroso,
Caminhava sem rumo na chuva,
De cabeça baixa e com amargura,
Parei numa esquina
Que mudaria minha sina
Para o resto de minha vida.
Lá estava eu parado,
Olhando o movimento
Sentindo cada gota
Que caía em todo canto.
Foi aí que eu percebi
Minhas lágrimas e meu pranto.
Lágrimas que se misturavam à chuva.
Ninguém percebeu meu sofrimento
Pois minhas lágrimas eram como a chuva.
Como é triste minha vida sem sentido.
Mas era preciso que eu ficasse na esquina.
Eu pensava em meus erros...
Já não sentia as gotas que caiam...
Quando me dei conta
Alguém estava ao meu lado.
De guarda chuva aberto,
Ele me cobriu para me ver...
A chuva deixava de me molhar,
E minhas lágrimas se tornaram evidentes.
Olhei nos olhos daquele que me segurava o guarda chuva.
Era Jesus. Era o Mestre. Tinha certeza era Ele!
Estava seco e eu molhado.
Ele fechou o guarda-chuva.
E se molhou comigo...
Não disse nada, mas falou tudo.
Por mim Ele se molhou...
Ficamos na chuva.
Seus cabelos e sua barba ficaram encharcados
E lá estávamos na esquina...
Que rumo eu tomaria?
Ele tinha que ir embora,
Sorriu para mim e me deu o guarda-chuva.
Virou e caminhou para um lado
Eu nem imagino qual foi a direção
Larguei o guarda chuva
E caminhei atrás dEle!
E caminhei com Ele!
A chuva continuava caindo,
A minha vida tem sentido!
Mas, as lágrimas escorriam pelo meu rosto...
E não era pranto de dor...
Apenas pranto de amor...
Eu fui chamado...
Eu fui amado...
Eu sou ligado
Em Jesus! Só em Jesus!


Pe. Demetrius Silva


Um comentário:

  1. E que meu chamado seja escutado por mim a todo instante, como que se Jesus me disse-te Chega mais Luís a casa é sua também.

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