terça-feira, 23 de setembro de 2014

Os bestas e o número da Besta

Que Medo!!!
Disse Jesus: "Pai, não peço para tirá-los do mundo, mas para guardá-los do Maligno". (Jo 17,15)

Recentemente atendi uma pessoa que pertence à igreja adventista do sétimo dia. Veio com aquela conversa mole de que ama os católicos e que deseja a nossa salvação. Depois me disse que era preciso abandonar a Igreja Católica porque a coroa do papa traz inscrita o número da Besta.

A passagem bíblica em questão é: “A  segunda  Besta  faz  também  com  que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres  e  escravos,  recebam  uma  marca  na mão  direita  ou  na  fronte.  E  ninguém pode  comprar  nem  vender  se  não  tiver  a marca,  o  nome  da  Besta  ou  o  número  do seu  nome.  Aqui  é  preciso  entender: quem  é  esperto,  calcule  o  número  da Besta; é um número de homem; o número é seiscentos e sessenta e seis.” (Ap 13,16-18)

O adventista me disse que Papa traz em sua coroa o título de "VICARIUS FILII DEI" (O Vigário do Filho de Deus) e que as letras desta frase equivalem a 666 em números romanos. Eis a conta:

V
I
C
A
R
I
V
S

F
I
L
I
I

D
E
I


5
1
100


1
5



1
50
1
1

500

1
=
666

V=5; I=1; C=100; I=1; U=5; I-1; L=50 ; II=2; D=500; I=1. Somado = 666 (seiscentos e sessenta e seis). Como você pode ver as letras A, R, S, F e E não representam números romanos, por isso são dispensadas.

Não fiquem com medo meus amigos e minhas amigas. Na verdade, a coroa papal não traz nenhuma inscrição e o titulo que damos ao papa é "VICARIUS CHRISTI" (O Vigário de Cristo). Esse título não dá 666.

Expliquei isso ao amigo adventista e aproveitei para lembrá-lo que a grande profetiza e teóloga adventista é ELLEN GOULD WHITE.

Pedi para ele fazer suas contas com o nome da grande mãe dos adventistas e olha só o que deu:

E
L
L
E
N

G
O
V
L
D

V
V
H
I
T
E



50
50





5
50
500

5
5

1


=
666

           
Bingo!!! Usando os números romanos e lembrando que W = V+V. Meu irmão ficou com cara de tacho. Sua grande profetiza tem o número da besta!!! Mas, Ellen G. White é a besta? Não!!! Ela pode até ter sido uma besta, mas não é a Besta!!!

Então, quem é a Besta? É preciso ver o texto em seu contexto. Como dizia meu amigo Frei Perondi: “O Apocalipse é um Livro difícil e fácil ao mesmo tempo. Difícil para quem não entende o  “chão”  onde  nasceu,  qual  era  a  situação  em  que  vivia  o  povo  das comunidades na época em que foi escrito. Mas se torna fácil para quem faz um curso  e  conhece  a  situação.  Portanto,  quem  não  faz  um curso,  não  deve  ler este livro, pois não vai entender quase nada. Ou vai entender errado! Nos  anos  95-96  dC,  o  imperador  romano  era  Domiciano.  Ele  iniciou  uma  dura perseguição  aos cristãos. Muitos irmãos e irmãs nossos foram mortos (crucificados, lançados às feras ou queimados vivos). Muitos foram para as prisões. Comunidades inteiras foram perseguidas e destruídas. Ser cristão era estar “fora da lei”. No meio de tal perseguição, os cristãos se perguntavam: “Onde está Deus? E Jesus, o que está  fazendo?  O  que  Ele  tem  a  nos  dizer?”  O  Apocalipse,  então,  é  uma resposta  de  Deus  e  de  Jesus  ao  povo  que  sofre  e  resiste! É  uma  Palavra  de coragem e de esperança!”

Veja, o número da Besta é o número de um homem: 666.  O número  6  é  o  número  incompleto e por isso representa a  mentira  em hebraico, porque não chegou à perfeição, que é 7 (Só Deus é 7). O  número  6  é  repetido  três  vezes.  Assim como o  Nome  de  Deus  que  é  “Santo,  Santo, Santo” (Is 6,3), a Besta é 666, isto é, ruim, ruim, ruim, fraco, fraco, fraco, mentira, mentira, mentira, etc.  Os cristãos  liam  o  nome  de  CÉSAR  NERO  e colocavam  números  nas  letras hebraicas  e  dava exatamente o número 666. (usarei as equivalentes latinas do alfabeto hebraico)

Q
S
R

N
R
V
N


100
60
200

50
200
6
50
=
666

Nero foi o imperador que desferiu grande perseguição aos Cristãos e sua estátua foi utilizada pelo imperador Domiciano que também lançou terrível perseguição às comunidades cristãs.

Sefie de irmãos que acreditam que o papa é a Besta
Quem é a besta? A Besta é todo império de morte que move perseguição aos discípulos e discípulas de Jesus em todos os tempos, assim como fez César Nero.

Termino lembrando que por causa da Besta tem muita gente besta se fazendo de besta pensando que o papa é a besta. Assim, é melhor não dar ouvidos às bestas que agem como bestas num mundo de bestas.

Deus nos abençoe!!! Paz e bem!!!



Oração: Senhor Jesus Cristo, Mestre de mim, sois a força que habita os corações daqueles que lutam pelo amor. Fazei eu que possa ter discernimento para não cair nas ciladas da idolatria de nosso tempo. Que eu leve em minha fronte a marca do vosso amor contra a marca do príncipe deste mundo. Que eu reflita a vossa luz. Assim seja!




Pe. Demetrius Silva

O Chamado

Eu vivia a minha vida,
Eu cantava canções de amor,
Amores perdidos, amores frustrados.
Mas, eu tenho feridas
Que me causam muita dor,
Dores intensas, grandes pecados.
Eu repenso a minha história,
Muitas quedas, poucas glórias.
Porém, num dia bem chuvoso,
Eu, sem capa, e doloroso,
Caminhava sem rumo na chuva,
De cabeça baixa e com amargura,
Parei numa esquina
Que mudaria minha sina
Para o resto de minha vida.
Lá estava eu parado,
Olhando o movimento
Sentindo cada gota
Que caía em todo canto.
Foi aí que eu percebi
Minhas lágrimas e meu pranto.
Lágrimas que se misturavam à chuva.
Ninguém percebeu meu sofrimento
Pois minhas lágrimas eram como a chuva.
Como é triste minha vida sem sentido.
Mas era preciso que eu ficasse na esquina.
Eu pensava em meus erros...
Já não sentia as gotas que caiam...
Quando me dei conta
Alguém estava ao meu lado.
De guarda chuva aberto,
Ele me cobriu para me ver...
A chuva deixava de me molhar,
E minhas lágrimas se tornaram evidentes.
Olhei nos olhos daquele que me segurava o guarda chuva.
Era Jesus. Era o Mestre. Tinha certeza era Ele!
Estava seco e eu molhado.
Ele fechou o guarda-chuva.
E se molhou comigo...
Não disse nada, mas falou tudo.
Por mim Ele se molhou...
Ficamos na chuva.
Seus cabelos e sua barba ficaram encharcados
E lá estávamos na esquina...
Que rumo eu tomaria?
Ele tinha que ir embora,
Sorriu para mim e me deu o guarda-chuva.
Virou e caminhou para um lado
Eu nem imagino qual foi a direção
Larguei o guarda chuva
E caminhei atrás dEle!
E caminhei com Ele!
A chuva continuava caindo,
A minha vida tem sentido!
Mas, as lágrimas escorriam pelo meu rosto...
E não era pranto de dor...
Apenas pranto de amor...
Eu fui chamado...
Eu fui amado...
Eu sou ligado
Em Jesus! Só em Jesus!


Pe. Demetrius Silva


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Hoje de manhã

Acordei de manhã
Senti-me vivo
E agradecido louvei a Deus!
Hoje eu tenho uma nova oportunidade
de ser de verdade: fraternidade.
E com humildade enfrentar a realidade
na honestidade contra a hostilidade
De quem não gosta de mim.
Mas, mesmo assim,
Eu estou afim 
De ir além,
Para amar também
Quem é diferente
e não anda contente
com o rumo da gente.
Sei que a vida não se faz
Só com palavras.
Sei que a paz
Já não é amada.
Porém o amor
Supera a dor.
E o calor
Em seu fervor
faz de nosso clamor
Um canto de fé.
E eu sigo os passos
De Jesus de Nazaré.
Ele realmente me conhece,
E sabe de meus erros,
E Valoriza meus acertos,
E sem me julgar
Sempre a me amar,
Acolhe-me em seu braços,
A me beijar.
E Ele repete:
Só sei te amar…
Só sei te amar…

E só sei te amar


Pe. Demetrius

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A Falta de Conhecimento é Espantosa

"O meu povo está morrendo por falta de conhecimento”. (Os 4,6)

Algumas coisas me espantam. Outras me espantam muito, me escandalizam. Entre as coisas que me escandalizam está a capacidade humana de não querer enxergar a realidade como ela é. Explico-me. Há uma tendência humana onde a pessoa despreza o que a realidade está mostrando com toda a clareza, de tal forma que a pessoa cria dentro de si um mundo próprio que possui regras que não levam em conta a moral nem valores éticos. Trocando em miúdos: a pessoa perde a “vergonha na cara”.

É claro que a falta de conhecimento é um fator importante nessa equação. Pela falta de conhecimento a pessoa torna-se manipulável e pode facilmente perder valores morais e éticos e viver uma vida pautada na mediocridade e no egoísmo.

Um exemplo em tempos de eleições. Em 2009, a Polícia Federal executou a Operação Caixa de Pandora, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência oficial do governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, em secretarias do governo e em gabinetes de deputados na Câmara Legislativa. Foram apreendidos computadores, arquivos de midia e documentos, além de 30 mil dólares, cinco mil euros e 700 mil reais. No mesmo dia, o governador exonerou os envolvidos nas investigações, além de ter especulado que o desvio de recursos e a corrupção possam ter existido desde o governo anterior, de Joaquim Roriz. Dez pedidos de impeachment foram protocolados por deputados na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Um vídeo foi divulgado no qual Arruda aparece recebendo maços de dinheiro quando ainda era candidato, em 2006. Arruda defendeu-se, asseverando que os 50 mil reais em espécie que embolsa no referido vídeo tiveram como destino a compra de panetones para os pobres de Brasília. (Cf. Wikipedia). Arruda foi condenado, pois tudo foi comprovado.

Arruda era novamente candidato a governador nestas eleições de 2014. Com esse recente passado conhecido era de esperar que ninguém — com o mínimo de vergonha na cara — votasse em alguém como ele. No entanto — isso me espanta!!!  as pesquisas apontaram que ele tinha 37% das intenções de votos, isto é, ele estava em primeiro lugar. Para piorar ele seria eleito em segundo turno com 45% dos votos contra 23% seu principal oponente. Ele só não será eleito porque sua candidatura foi barrada pela Lei da Ficha Limpa (coisa que Arruda não têm porque está mais sujo que puleiro de galinha com diarreia). 

As pessoas votariam nele mesmo sabendo de sua situação política imoral. A falta de conhecimento torna a pessoa um objeto que pode ser manipulado. Quando em grupo a manipulação é ainda mais fácil. A falta de conhecimento é o grande problema de nosso tempo. E a falta de conhecimento faz a pessoa perder a vergonha na cara!!!!

Jesus Mestre só fez o bem ao povo. Mas veja o que aconteceu:  "Os chefes dos sacerdotes atiçaram a multidão para que Pilatos soltasse Barrabás. Pilatos perguntou de novo: «O que farei então com Jesus que vocês chamam de rei dos judeus?» Mas eles gritaram de novo: «Crucifique!» Pilatos perguntou: «Mas, que mal fez ele?» Eles, porém, gritaram com mais força: «Crucifique!» Pilatos queria agradar à multidão. Soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e o entregou para ser crucificado”. (Mc 15,11-15)

A falta de conhecimento faz a pessoa condenar o inocente e livrar o culpado. O inocente que faz o bem é morto… Quem faz o mal recebe o prêmio…

Isso me espanta. As pessoas preferem ignorar a realidade óbvia e, irracionais, agem como bestas. Só a educação é capaz de consertar nosso país!!!



Oração: Senhor Jesus Cristo, Mestre de mim, o conhecimento é o instrumento necessário para construir um mundo melhor. Dai-me o conhecimento de vosso Evangelho a fim de que eu semeie a verdade que liberta a humanidade de toda ignorância e de todo o mal. Assim seja


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Método de Leitura Bíblica

NOSSO MÉTODO DE INTERPRETAÇÃO BÍBLICA (Cf. CEBI - Centro de Estudos Bíblicos - http://www.cebi.org.br/ )

Para ler a Bíblia é fundamental ter claro o objetivo: "ouvir o mesmo Deus que falou ontem falar hoje", na diversidade da vida humana, nas experiências múltiplas das pessoas, das comunidades e dos grupos.

Há dois momentos principais no Estudo da Bíblia:

1) Exegese: ver o texto em seu contexto procurando o sentido original. O que Deus falou para o povo no passado e o que isso significou.

2) Hermenêutica: Ver o que o texto significa hoje, atualizando seu sentido. O que Deus nos fala hoje e o que isso significa.

Sugestões para a leitura da Bíblia:

1º Momento:  A EXEGESE (Ver o Texto em seu contexto)

O FATO BÍBLICO

1) Escolher um texto para estudar, estabelecer o início e o fim do texto. A delimitação, inicialmente, pode basear-se na subdivisão em capítulos e versículos de nossas Bíblias.

2)Considerar que a escolha de um texto, bem como todo o processo exegético, depende do lugar social e histórico do leitor e de suas opções de vida. Os pobres lêem a Bíblia diferente do ricos...

3) Ler e reler o texto. Não ter logo a preocupação de interpretar o sentido. Familiarizar-se com o texto, sinalizar o que chamou a atenção, anotar dúvidas e questionamentos.

Importante:
Não basta apenas ler o texto escolhido para o estudo. É fundamental ler todo o livro da Bíblia no qual o texto está inserido para saber o lugar que o texto em estudo ocupa no conjunto da obra.

4. Comparar duas ou três traduções. Através da discussão com outras pessoas procurar o porquê das diferenças entre as várias traduções. Quem puder, pesquisar as palavras diferentes no texto hebraico ou grego, conforme for o caso. Se quiser poderá fazer a própria tradução ou escolher a melhor tradução, sabendo que esta já é uma interpretação de um grupo, de uma escola, em geral feita por homens e mulheres.

5. Respeitar o que o texto diz, sem forçá-lo a dizer o que queremos ouvir. Não colocar nada a mais no texto. Não retirar nada no texto. Ver o texto do jeito que ele é.

O SIGNIFICADO BÍBLICO

6. Ter o cuidado para não passar imediatamente do texto bíblico para as situações concretas de hoje, correndo o risco de tirar conclusões precipitadas.

7. Procurar obter informações complementares sobre a geografia, as rotas comerciais, a economia, a agricultura, a história, a vida, a língua e os costumes do povo da Bíblia. Em geral, as Bíblias trazem notas introdutórias sobre cada livro. As informações contidas nessas notas podem nos ajudar a situar o texto no tempo e no espaço.

8. Tomar consciência de que o texto nasce da diversidade, da fragilidade e da provisoriedade da experiência de pessoas de carne e osso, em suas relações concretas marcadas pelas diferenças de grupo social, raça, idade, sexo, crença. Deus fala em nossa fragilidade.

9. Ter presente que a memória bíblica nem sempre guarda a marca concreta das pessoas com seu corpo, seu nome, sua voz, sua atuação. Isso exige ler o texto e ir além dele. Uma atenção especial deve ser dada às omissões e aos silêncios.

10. Ler a Bíblia a partir da realidade dos pobres e da luta pela vida. Deixar-se questionar pelas situações desumanas que ameaçam a natureza, atingindo especialmente o ser humano que se encontra ameaçado em seu direito mais elementar: o direito de viver. Ver quais as perguntas que o texto escolhido faz para sua realidade e as perguntas que a sua realidade faz para o texto.

Lembrar-se que a Bíblia é o livro da comunidade. Por isso, é importante fazer leitura e estudo comunitários, respeitando e acreditando na sua comunidade, no seu grupo de estudo.




2º Momento: HERMENÊUTICA (Método do CEBI)

A ATUALIZAÇÃO
1º Passo: partir da realidade (Lc 24,13-24):
Jesus encontra os dois amigos numa situação de medo e dispersão, de descrença e desespero. Eles estavam fugindo. As forças de morte, a cruz, tinham matado neles a esperança. Jesus se aproxima e caminha com eles, escuta a conversa e pergunta: "De que estão falando?" A ideologia dominante impedia-os de enxergar e de ter consciência crítica. "Nós esperávamos que ele fosse o libertador, mas..." (Lc 24,21).

O primeiro passo é este: aproximar-se das pessoas, escutar a realidade, os problemas; ser capaz de fazer perguntas que ajudem a olhar a realidade com um olhar mais crítico.
2º Passo: usar o texto da Bíblia (Lc 24,25-27):
Jesus usa a Bíblia não para dar uma aula sobre a Bíblia, mas para iluminar o problema que fazia sofrer seus dois amigos e, assim, esclarecer a situação que eles estavam vivendo. Com a ajuda da Bíblia, ele os situa dentro do projeto de Deus e mostra que a história não tinha escapado da mão de Deus.
O segundo passo é este: com a ajuda da Bíblia, iluminar a situação e transformar a cruz, sinal de morte, em sinal de vida e de esperança. Assim, aquilo que impedia de enxergar, torna-se agora luz e força na caminhada.

3º Passo: celebrar e partilhar na comunidade (Lc 24,28-32):
A Bíblia, ela por si, não abre os olhos. Mas faz arder o coração! (Lc 24,32). O que abre os olhos e faz os dois amigos perceberem a presença de Jesus, é o partir do pão, o gesto comunitário da partilha, a celebração. No momento em que é reconhecido, Jesus desaparece. Pois eles mesmos experimentam a ressurreição, renascem e caminham por si.
O terceiro passo é este: saber criar um ambiente orante de fé e de fraternidade, onde possa atuar o Espírito que nos faz entender o sentido das coisas que Jesus falou. É sobretudo neste ponto da celebração, que a prática das comunidades ajudou a reencontrar o antigo poço da Tradição para beber da sua água.

O resultado: ressuscitar e voltar para Jerusalém (Lc 24,33-35):
Tudo mudou nos dois discípulos. Eles mesmos ressuscitam, criam coragem e voltam para Jerusalém, onde continuam ativas as forças de morte que mataram Jesus, mas onde agora se manifestam as forças de vida na partilha da experiência de ressurreição. Coragem, em vez de medo. Retorno, em vez de fuga. Fé, em vez de descrença. Esperança, em vez de desespero. Consciência crítica, em vez de fatalismo frente ao poder. Liberdade, em vez de opressão. Numa palavra: vida, em vez de morte! Em vez da má noticia da morte de Jesus, a Boa Notícia da sua Ressurreição!

Obs: O resultado da leitura da Bíblia deve ser este: experimentar a presença viva de Jesus e do seu Espírito, presente no meio de nós. É ele que abre os olhos sobre a Bíblia e sobre a Realidade e leva a partilhar a experiência de Ressurreição, como até hoje acontece nos encontros comunitários.


1. Criar um ambiente calmo e recolhido, com silêncio ou música de fundo.
2. Ter uma atitude de fé e um espírito de oração.
2. Ler uma primeira vez, atendendo ao sentido geral do texto.
3. Fechar o livro e tentar lembrar aquilo que nos ficou desta primeira leitura.
4. Voltar a ler, com especial atenção a estes aspectos:
      * Que personagens intervêm no texto.
      * Qual a sua situação: pessoal, familiar, social e religiosa.
      * Quais as suas palavras e atitudes mais significativas.
      * Que muda nelas depois do encontro com Deus/Cristo.
      * Qual a imagem de Deus/Cristo que o texto me revela.
      * Que lições tiro de tudo isto para a minha vida.
5. Tempo de reflexão para concretizar bem o ponto 3, relendo o texto as vezes que for preciso.
6. Partilhar em família ou em grupo, se possível.
7. Rezar: oração espontânea, ou outras.