quinta-feira, 10 de abril de 2014

A Amizade e o Perdão

Vocês são meus amigos, se fizerem o que eu estou mandando. Eu já não chamo vocês de empregados, pois o empregado não sabe o que seu patrão faz; eu chamo vocês de amigos, porque eu comuniquei a vocês tudo o que ouvi de meu Pai. (Jo 15,14-15)


O Mestre sempre falava aos discípulos sobre o amor de Deus. Uma discípula levantou a mão e o Mestre pediu para ela manifestasse sua dúvida. Ela disse:
- Mestre, tenho percebido dentro de mim que, quando alguém me magoa fico aborrecida por muito tempo e dificilmente consigo perdoar.

Disse o Mestre:
- Minha filha, você precisa buscar a luz e não as trevas e assim conseguirá perdoar.

Percebendo que a discípula não compreendera suas palavras, o Mestre contou-lhe uma parábola:

“Dois amigos viajavam pelo deserto e em um determinado ponto da viagem discutiram. Um esbofeteou o outro. O ofendido, sem nada a dizer, escreveu na areia: HOJE, MEU MELHOR AMIGO ME BATEU NO ROSTO. 

Seguiram viagem e chegaram a um oásis, onde resolveram tomar banho. O que havia sido esbofeteado começou a afogar-se sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se pegou um estilete e escreveu numa pedra: HOJE, MEU MELHOR AMIGO SALVOU-ME A VIDA. 

Intrigado, o amigo perguntou: 
- Por que depois que te bati, tu escreveste na areia e agora escreves na pedra? 

Sorrindo, o outro amigo respondeu:
- Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia, onde o vento do esquecimento e do perdão se encarrega de apagar, porém quando nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra da memória do coração, onde vento nenhum do mundo poderá apagar...”

E a discípula concluiu:

- Hoje, a Luz entrou em meu coração...

Oração: Senhor Jesus Cristo, Mestre de mim, imprimai vossa Palavra nas tábuas de meu coração afim de que toda mágoa se dissipe e vossa ternura possa habitar minha mente e minhas emoções para sempre. Assim seja!

(História adaptada por Pe. Demetrius)

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